Gosto de observar crianças. Como são pequenas e gorduchinhas.
Mas volta e meia me assusto quando sou pega em flagrante por elas que captam meu olhar admirador. Desvio os olhos constrangida.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Eu já disse:
não presto, não valho um real rasgado!
Gosto e faço gosto do sofrimento alheio.
Detesto e não faço questão de pessoas. Não ajudo ninguém. Mando todo mundo ir para o inferno e não me arrependo.
E o mais importante: larga do meu pé! Que coisa!
Eu já disse que eu não gosto de você. Que lamuria!
não presto, não valho um real rasgado!
Gosto e faço gosto do sofrimento alheio.
Detesto e não faço questão de pessoas. Não ajudo ninguém. Mando todo mundo ir para o inferno e não me arrependo.
E o mais importante: larga do meu pé! Que coisa!
Eu já disse que eu não gosto de você. Que lamuria!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Coerência
(Homens conversando na copa, hora do café. Um tenta consolar o colega cuja mãe não vai muito bem)
- É cara, essas coisas acontecem. O Francisco, o gato do meu tio, tinha diabetes e... (é interrompido)
- Francisco?
- É
- Seu tio tinha um gato chamado Francisco e ele era diabético?
- É... mas, enfim... (é interrompido)
- Mas porque coitado?
- Uai, sei lá. Ele era obeso e... (interrompido)
- O Francisco era obeso e diabético?
- Era, mas... (interrompido)
- Qual era a raça dele?
- Ah, não sei. Acho que era vira-lata
- Pode ser por isso. Sem pedigree, vai saber quais genes ele herdou da mamãe e do papai dele. Tadinho. Ele era triste?
- Triste? Não, acho que não... Bom ele achava que era cachorro, tentava latir e tudo o mais.
- Nossa!
- É, uma vez eu fui lá e pisei no rabo dele sem querer e ele ficou bravo e... (interrompido)
- Do que a gente estava falando mesmo?
- Não lembro.
- Você viaja demais nas nossas conversas.
- É cara, essas coisas acontecem. O Francisco, o gato do meu tio, tinha diabetes e... (é interrompido)
- Francisco?
- É
- Seu tio tinha um gato chamado Francisco e ele era diabético?
- É... mas, enfim... (é interrompido)
- Mas porque coitado?
- Uai, sei lá. Ele era obeso e... (interrompido)
- O Francisco era obeso e diabético?
- Era, mas... (interrompido)
- Qual era a raça dele?
- Ah, não sei. Acho que era vira-lata
- Pode ser por isso. Sem pedigree, vai saber quais genes ele herdou da mamãe e do papai dele. Tadinho. Ele era triste?
- Triste? Não, acho que não... Bom ele achava que era cachorro, tentava latir e tudo o mais.
- Nossa!
- É, uma vez eu fui lá e pisei no rabo dele sem querer e ele ficou bravo e... (interrompido)
- Do que a gente estava falando mesmo?
- Não lembro.
- Você viaja demais nas nossas conversas.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Saudade danada
Zé, essa carta é pra mãe, lê pra ela.
Nasceu, minha mãe. Deu trabalho pra sair mas tá aí no mundo. É pretinha que nem noite sem poste de luz aí em Serrinha. Puxou o pai. Não sei qual nome dar ainda, vou dar um tempo. Esperar a menina ter cara de menina pra dá as graça. A moça que ajudo eu a pari disse que tem cara de Luzia, acho que não. Acho que tem cara de Lourdes, igual da vó. O Jorge conseguiu emprego na casa de uns bacana aí, vai cuidar do jardim. Vai se dá bem, ele sempre foi jeitoso. Eu sei que a senhora não gosta dessa história da gente ter saído tão rápido daí, mas o pai, mãe, não ia deixar nós em paz.
Eu sinto uma falta danada da senhora, sabe, danada. A casa aqui é pequena por demais, nem tem quintal sabe. Mas eu não reclamo não. É bem escura e quante, mas tudo bem. As coisa hão de melhorar. É isso mãe, depois eu peço pra minha vizinha me ajudar a escrever mais. Vou colocar a carta em nome do Zé pra ele ler pra senhora, não confio no pai não.
Mande novidades daí também. Um cheiro. Zizi
Nasceu, minha mãe. Deu trabalho pra sair mas tá aí no mundo. É pretinha que nem noite sem poste de luz aí em Serrinha. Puxou o pai. Não sei qual nome dar ainda, vou dar um tempo. Esperar a menina ter cara de menina pra dá as graça. A moça que ajudo eu a pari disse que tem cara de Luzia, acho que não. Acho que tem cara de Lourdes, igual da vó. O Jorge conseguiu emprego na casa de uns bacana aí, vai cuidar do jardim. Vai se dá bem, ele sempre foi jeitoso. Eu sei que a senhora não gosta dessa história da gente ter saído tão rápido daí, mas o pai, mãe, não ia deixar nós em paz.
Eu sinto uma falta danada da senhora, sabe, danada. A casa aqui é pequena por demais, nem tem quintal sabe. Mas eu não reclamo não. É bem escura e quante, mas tudo bem. As coisa hão de melhorar. É isso mãe, depois eu peço pra minha vizinha me ajudar a escrever mais. Vou colocar a carta em nome do Zé pra ele ler pra senhora, não confio no pai não.
Mande novidades daí também. Um cheiro. Zizi
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